E deus pôs sua centelha
no útero do Universo.
Pois sendo uno e masculino,
só, nada podia criar.
Assim,
à nossa imagem e semelhança
fez-se dois e foi pródigo
em beleza e vida.
Este espaço foi criado para expressar opiniões sobre filosofia, cinema, poesia, literatura, fotografia, viagens e outros tantos assuntos que me interessam... eventualmente atualizado. Caso sinta-se estimulado por algum assunto, post ou imagem, comente, participe, ficarei muito satisfeito. Abraços
sábado, 5 de abril de 2014
sábado, 29 de março de 2014
Indago...
Sabes o que é isto?
Um coração que explode
e as pétalas caem-lhe aos pés.
Maior que o infinito,
redundante...
Linguagem que só poetas entendem
e nem aos filósofos é dado.
Sabes o que sinto?
Não sinto, transbordo...
invado vidas e fatos,
transfiro, transmuto, refaço
e agora... desisto ou recomeço?
Um coração que explode
e as pétalas caem-lhe aos pés.
Maior que o infinito,
redundante...
Linguagem que só poetas entendem
e nem aos filósofos é dado.
Sabes o que sinto?
Não sinto, transbordo...
invado vidas e fatos,
transfiro, transmuto, refaço
e agora... desisto ou recomeço?
terça-feira, 25 de março de 2014
quinta-feira, 20 de março de 2014
sábado, 15 de março de 2014
London, Londrina
Giselle é um ballet essencialmente clássico, baseado em uma história romântica, recheado de maldições, espectros e amores impossíveis. Giselle a personagem titulo, vivida no palco por pela fantástica Natalia Osipova, é uma camponesa de uma inocência cândida, que é enganada e se apaixona por Albrecht (Carlos Acosta), nobre que se faz passar por camponês. Ao descobrir a farsa e que seu amado esta compromissado com outra, esta também de linhagem nobre, não suporta e morre, fim do primeiro ato.
No segundo ato, Albrecht descobre-se verdadeiramente apaixonado por Giselle e arrependido de te-la enganado. Ao visitar o túmulo da amada no ceio da floresta acaba por cair vítima das Willis, espíritos vingativos das moças que morreram antes de se casar(?), que levam suas vítimas a morrer de exaustão. Neste momento o espírito de Giselle reaparece e perdoa seu amado salvando-o da morte.
No segundo ato, Albrecht descobre-se verdadeiramente apaixonado por Giselle e arrependido de te-la enganado. Ao visitar o túmulo da amada no ceio da floresta acaba por cair vítima das Willis, espíritos vingativos das moças que morreram antes de se casar(?), que levam suas vítimas a morrer de exaustão. Neste momento o espírito de Giselle reaparece e perdoa seu amado salvando-o da morte.
É um ótimo espetáculo, principalmente por representar a essência do ballet e exigir apurada técnica dos bailarinos, mas o mais surpreendente talvez seja, em uma produção britânica (The Royal Ballet) encontrar uma primeira bailarina russa, um protagonista cubano e um corpo de baile com bailarinos de todos os cantos do mundo e das mais variadas etnias reapresentando um ballet que foi montado pela primeira vez em Paris, no ano de 1840, e ainda, podermos assistir ao espetáculo em uma cidade do interior do Brasil, simultaneamente aos espectadores do Royal Opera House.
quinta-feira, 13 de março de 2014
domingo, 9 de março de 2014
"O Perfume" e as Relações Afetivas
No
filme "O Perfume, A História de um Assassino", dirigido por Ton Tykwer e baseado no romance homônimo do alemão Patrick Süskind, Jean-Baptiste
Grenouille nasce em meio à confusão generalizada de um mercado de peixe na
França pré-revolução, sendo imediatamente rejeitado pela mãe e deixado para
morrer entre vísceras putrefatas.
Não
era a primeira vez que ela assim procedia. Outros bebês já haviam sido jogados ao
rio em meio à sujeira do mercado. Mas Jean-Baptiste resolve agarrar-se à vida
e, assim, condena sua mãe à morte. Começo inusitado que nos leva por uma
história não menos inusitada.
Jean-Baptiste
tem algumas particularidades, não exala cheiro mas consegue distinguir
distintamente propriedades de todos os aromas que percebe. Assim passa a se
relacionar com o mundo através de sua fantástica sensibilidade olfativa. Quando descobre que
pode manipular os aromas e com isso afetar as pessoas, torna-se obcecado por encontrar
uma essência que poderá lhe proporcionar o controle sobre o mundo que o cerca.
A
psicóloga e professora Raphaële Miljkovitch, em seu livro "Os Fundamentos da Relação Afetiva", explora a tese de Blowbly e apresenta pesquisa de
campo onde reafirma a importância do primeiro contato afetivo do bebê com os
pais, ou com outro que lhe seja responsável, a quem ela chama de "objeto de apego" e que acaba por influenciar potencialmente os relacionamentos
futuros do indivíduo. A tese reforça a história de Jean-Baptiste. A imediata rejeição
por parte da mãe, seu "objeto de apego" e as rejeições posteriores,
pois as pessoas sentem-se incomodadas por ele não exalar cheiro, parecem
conduzir o destino do personagem que, levado por sua obsessão não consegue resistir
a seus impulsos, assassinando mulheres e animais como se colhesse flores. Às
vezes com a mesma delicadeza.
É
estranho, mas fica difícil sentir raiva de Jean-Batiste, interpretado com excelência por Ben Whishaw, parece não
haver maldade em seus atos, simplesmente uma curiosidade obstinada e apática em
encontrar sua essência.
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